CAPITULO TRÊS
Londres; Casa dos
Willians; 12:34 a.m
Estava à família
Willians toda reunida. Bem, quase toda a família. Todos os três comendo um
almoço que Katherine raramente fazia.
-Então, eu estava pensando de nos mudarmos para Brighton. Oque acham? – Katherine disse de uma vez só, oque fez com que Anne e Filipe quase cuspissem a comida.
-Então, eu estava pensando de nos mudarmos para Brighton. Oque acham? – Katherine disse de uma vez só, oque fez com que Anne e Filipe quase cuspissem a comida.
-OQUE? –
os dois perguntaram juntos.
-É isso
mesmo. Mudarmo-nos para Brighton! – Katherine dizia decidida. – Estamos
sofrendo aqui! E caso o John piore ou precise de um acompanhamento “não
médico”, nós podemos vir aqui para Londres novamente.
-Eu acho
uma ótima ideia! Principalmente pra você Anne! – Filipe disse.
-Não é?
Também acho! – Katherine disse.
-Quer
saber? Eu vou subir. Com licença. Não foram vocês que viram o John hoje foram?
Não foi! – Anne disse levantando-se da mesa.
-Você oque?
Anne Marie Willians! Eu já disse para você ficar longe de lá! Você sabe que eu
não quero você lá e ponto! – Filipe disse aumentando o tom de voz.
-Você não
manda em mim Filipe! Ele estava muito mal! Eu não posso simplesmente larga-lo
aqui e ir pra Brighton! – Anne disse e subiu as escadas correndo.
Poucos
segundos depois Filipe e Katherine ouviram uma porta bater. É Anne Marie estava
com muita raiva.
-Anne
Marie sempre fora muito agarrada com o John. – Katherine disse.
Flashback
on.
Londres;
Casa dos Willian’s; Terça feira\ 2003; 06:40 a.m
-Anne
Marie querida, você não está doente! – Katherine insistia em levar a filha à
escola, mas Anne era mais forte.
-Lógico
que estou mamãe! Se o papai está, eu também estou!
Katherine
riu com o comentário da filha.
Flashback
off.
Katherine
pediu licença ao filho e subiu para o quarto de Anne Marie.
Deu um
longo suspiro antes de bater na porta do quarto da filha.
Toc
toc.
-Entra. –
Katherine escutou a voz de Anne dizer e entrou no quarto da mesma.
-Filha,
você não está entendendo, vai ser melhor se formos para Brighton.
-Vocês que
não entendem. Hoje quando eu fui lá ao hospital, eu vi papai em coma, com soro
nas veias e mal conseguindo abrir os olhos. – Anne dizia triste.
-Querida,
esse é o problema. Você vai lá todo dia, três vezes ao dia. Isso se chama
sofrer.
-Não! Isso
se chama consideração, que pelo visto, é algo que vocês não têm! – Anne dizia
mais alto.
Katherine
deu um suspiro e caminhou até a filha. Colocou a mão em seu ombro e disse:
-Anne
Marie, querida, seu pai anda sofrendo muito ultimamente. E eu tenho certeza,
que se ele estivesse em ótimas condições, ele não ia querer ver a filha assim.
-Mas
mamãe... Ele é muito especial, eu não o quero perder! – Anne disse.
-E você
não vai. Ele sempre estará com você, te observando seguir seus próprios passos.
Lá no céu.
– Anne disse baixinho, mas a mãe ouviu e deu um beijo em sua testa a abraçando
em seguida.
Flashback on.
-Mamãe,
agora que a vovó morreu, ela está aonde? – uma menina ruivinha perguntou à mãe.
-Tá vendo
o céu queria? – a menina assentiu. – E aquelas estrelas? – a menina assentiu
novamente. – A mais brilhante, é a sua avó.
-Quer
dizer que quando as pessoas morrem elas viram estrelas brilhantes?
A mulher
assentiu, dando um beijo na bochecha da filha.
Flashback off.
-Então,
você vem conosco para Brighton? – Filipe disse entrando no quarto da irmã,
vendo ela e a mãe abraçadas. Aquilo era um bom sinal.
A mãe
desfez o abraço olhando fixamente nos olhos claros da filha.
-Tudo bem,
eu vou. – Anne disse.
Katherine
deu um sorriso de orelha a orelha, abraçando a filha, seguida por Filipe.
CAPITULO
QUATRO
Uma semana depois...
Londres;
Casa dos Willians; Sexta feira; 14:30 a.m
Anne Marie
estava terminando de colocar suas malas no taxi que pegariam seguindo para o
aeroporto.
-Amiga, eu
vou sentir saudades. Muitas saudades. – Jennifer dizia abraçada à amiga.
-Eu também
Jenny, eu também. – Anne disse se desfazendo do abraço.
-Promete
que vêm me visitar, e que vai me escrever mensagens? – Jennifer perguntou
segurando as mãos da amiga, as balançando sutilmente.
-Prometo.
-Anne
queria, vamos?! – Anne Marie escutou a voz de a mãe lhe chamar.
-Já vou. –
Anne disse mais alto. – Até mais Jenny.
-Até. –
Jennifer disse dando um beijo demorado na bochecha da amiga e um último abraço.
Anne Marie
sorriu e seguiu para o taxi.
Antes de
entrar de um “tchau” à amiga, que sorria tristemente.
Londres;
Aeroporto de Londres; 14:46 a.m
-Última chamada para o voo 477 com destino à
Brighton. Passageiros, favor embarcarem no portão B. – uma voz percorreu todo
o aeroporto.
Katherine,
Anne e Filipe levantaram-se das cadeiras onde estavam assentados e seguiram
para o portão B.
-As
passagens. – um homem alto de terno disse com um sorriso esboçado no rosto. Os
três deram-lhe as passagens. – Boa viagem!
E seguiram
para dentro do avião.
Cada um
assentou em sua respectiva poltrona.
Anne Marie
na 22 A, Filipe na 25 A e Katherine na 23 B.
Anne Marie
viu um menino, bonito por sinal, assentar ao seu lado.
-Oi. – o
menino disse dando um sorriso.
-Oi. – ela
disse retribuindo o sorriso.
-Meu nome
é Daniel. Daniel Bittecourt. Prazer. – ele disse estendendo-lhe a mão.
-Anne
Marie Willians. O prazer é meu. – Anne disse apertando a mão do mesmo, com um
sorriso “verdadeiro” esboçado no rosto.
O menino
se acomodou na poltrona e colocou seus fones.
“Sabe,
às vezes mudar é necessário. E aqui vou eu para Brighton, em busca de uma vida
nova. Será difícil sim, será, mas não impossível.”
Anne Marie escrevia em seu diário.
Guardou o
mesmo e foi dormir, sendo acordada horas depois por uma voz masculina.
-Hei Anne,
acorda! Chegamos a Brighton!
Anne se
virou, abrindo os olhos, dando de cara com olhos extremamente brilhantes à sua
frente, com aquele sorriso impecável. Sorriu de ver aquele sorriso perfeito.
-Obrigada.
– ela disse levantando-se.
Anne e
Daniel andaram lado a lado até onde pegariam suas malas.
-Então. –
Daniel dizia. – Acho que ficamos por aqui, certo?
-Ah sim...
– Anne dizia cabisbaixa. Tinha gostado de Daniel.
-Bom, quem
sabe nos encontramos por ai? – o garoto perguntou carismático.
-Quem sabe?
Se o destino for bonzinho comigo... – Anne disse, arrancando uma risada gostosa
de Daniel.
-Então,
até mais! – o garoto disse se afastando.
Anne acenou
com a mão e com um sorriso esboçado no rosto.
-Quem era
seu amigo? – ouviu a voz de Filipe atrás de si.
-Quem o
Daniel? Só um amigo. – “um grande
amigo...” pensava.
-Vamos
crianças? Nossa nova casa nos espera!- Katherine dizia animada.
“É, vai ser uma mudança bem radical!”
Anne pensou consigo mesma.

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