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sábado, 13 de abril de 2013

Capitulos três e quatro de Do Not Forget Me




CAPITULO TRÊS

Londres; Casa dos Willians; 12:34 a.m

Estava à família Willians toda reunida. Bem, quase toda a família. Todos os três comendo um almoço que Katherine raramente fazia.
-Então, eu estava pensando de nos mudarmos para Brighton. Oque acham? – Katherine disse de uma vez só, oque fez com que Anne e Filipe quase cuspissem a comida.
-OQUE? – os dois perguntaram juntos.
-É isso mesmo. Mudarmo-nos para Brighton! – Katherine dizia decidida. – Estamos sofrendo aqui! E caso o John piore ou precise de um acompanhamento “não médico”, nós podemos vir aqui para Londres novamente.
-Eu acho uma ótima ideia! Principalmente pra você Anne! – Filipe disse.
-Não é? Também acho! – Katherine disse.
-Quer saber? Eu vou subir. Com licença. Não foram vocês que viram o John hoje foram? Não foi! – Anne disse levantando-se da mesa.
-Você oque? Anne Marie Willians! Eu já disse para você ficar longe de lá! Você sabe que eu não quero você lá e ponto! – Filipe disse aumentando o tom de voz.
-Você não manda em mim Filipe! Ele estava muito mal! Eu não posso simplesmente larga-lo aqui e ir pra Brighton! – Anne disse e subiu as escadas correndo.
Poucos segundos depois Filipe e Katherine ouviram uma porta bater. É Anne Marie estava com muita raiva.
-Anne Marie sempre fora muito agarrada com o John. – Katherine disse.


Flashback on.

Londres; Casa dos Willian’s; Terça feira\ 2003; 06:40 a.m

-Anne Marie querida, você não está doente! – Katherine insistia em levar a filha à escola, mas Anne era mais forte.
-Lógico que estou mamãe! Se o papai está, eu também estou!
Katherine riu com o comentário da filha.

Flashback off.

Katherine pediu licença ao filho e subiu para o quarto de Anne Marie.
Deu um longo suspiro antes de bater na porta do quarto da filha.
Toc toc.
-Entra. – Katherine escutou a voz de Anne dizer e entrou no quarto da mesma.
-Filha, você não está entendendo, vai ser melhor se formos para Brighton.
-Vocês que não entendem. Hoje quando eu fui lá ao hospital, eu vi papai em coma, com soro nas veias e mal conseguindo abrir os olhos. – Anne dizia triste.
-Querida, esse é o problema. Você vai lá todo dia, três vezes ao dia. Isso se chama sofrer.
-Não! Isso se chama consideração, que pelo visto, é algo que vocês não têm! – Anne dizia mais alto.
Katherine deu um suspiro e caminhou até a filha. Colocou a mão em seu ombro e disse:
-Anne Marie, querida, seu pai anda sofrendo muito ultimamente. E eu tenho certeza, que se ele estivesse em ótimas condições, ele não ia querer ver a filha assim.
-Mas mamãe... Ele é muito especial, eu não o quero perder! – Anne disse.
-E você não vai. Ele sempre estará com você, te observando seguir seus próprios passos.
Lá no céu. – Anne disse baixinho, mas a mãe ouviu e deu um beijo em sua testa a abraçando em seguida.

Flashback on.

-Mamãe, agora que a vovó morreu, ela está aonde? – uma menina ruivinha perguntou à mãe.
-Tá vendo o céu queria? – a menina assentiu. – E aquelas estrelas? – a menina assentiu novamente. – A mais brilhante, é a sua avó.
-Quer dizer que quando as pessoas morrem elas viram estrelas brilhantes?
A mulher assentiu, dando um beijo na bochecha da filha.

Flashback off.

-Então, você vem conosco para Brighton? – Filipe disse entrando no quarto da irmã, vendo ela e a mãe abraçadas. Aquilo era um bom sinal.
A mãe desfez o abraço olhando fixamente nos olhos claros da filha.
-Tudo bem, eu vou. – Anne disse.
Katherine deu um sorriso de orelha a orelha, abraçando a filha, seguida por Filipe.

CAPITULO QUATRO

Uma semana depois...

Londres; Casa dos Willians; Sexta feira; 14:30 a.m

Anne Marie estava terminando de colocar suas malas no taxi que pegariam seguindo para o aeroporto.
-Amiga, eu vou sentir saudades. Muitas saudades. – Jennifer dizia abraçada à amiga.
-Eu também Jenny, eu também. – Anne disse se desfazendo do abraço.
-Promete que vêm me visitar, e que vai me escrever mensagens? – Jennifer perguntou segurando as mãos da amiga, as balançando sutilmente.
-Prometo.
-Anne queria, vamos?! – Anne Marie escutou a voz de a mãe lhe chamar.
-Já vou. – Anne disse mais alto. – Até mais Jenny.
-Até. – Jennifer disse dando um beijo demorado na bochecha da amiga e um último abraço.
Anne Marie sorriu e seguiu para o taxi.
Antes de entrar de um “tchau” à amiga, que sorria tristemente.

Londres; Aeroporto de Londres; 14:46 a.m

-Última chamada para o voo 477 com destino à Brighton. Passageiros, favor embarcarem no portão B. – uma voz percorreu todo o aeroporto.
Katherine, Anne e Filipe levantaram-se das cadeiras onde estavam assentados e seguiram para o portão B.
-As passagens. – um homem alto de terno disse com um sorriso esboçado no rosto. Os três deram-lhe as passagens. – Boa viagem!
E seguiram para dentro do avião.
Cada um assentou em sua respectiva poltrona.
Anne Marie na 22 A, Filipe na 25 A e Katherine na 23 B.
Anne Marie viu um menino, bonito por sinal, assentar ao seu lado.
-Oi. – o menino disse dando um sorriso.
-Oi. – ela disse retribuindo o sorriso.
-Meu nome é Daniel. Daniel Bittecourt. Prazer. – ele disse estendendo-lhe a mão.
-Anne Marie Willians. O prazer é meu. – Anne disse apertando a mão do mesmo, com um sorriso “verdadeiro” esboçado no rosto.
O menino se acomodou na poltrona e colocou seus fones.
“Sabe, às vezes mudar é necessário. E aqui vou eu para Brighton, em busca de uma vida nova. Será difícil sim, será, mas não impossível.” Anne Marie escrevia em seu diário.
Guardou o mesmo e foi dormir, sendo acordada horas depois por uma voz masculina.
-Hei Anne, acorda! Chegamos a Brighton!
Anne se virou, abrindo os olhos, dando de cara com olhos extremamente brilhantes à sua frente, com aquele sorriso impecável. Sorriu de ver aquele sorriso perfeito.
-Obrigada. – ela disse levantando-se.
Anne e Daniel andaram lado a lado até onde pegariam suas malas.
-Então. – Daniel dizia. – Acho que ficamos por aqui, certo?
-Ah sim... – Anne dizia cabisbaixa. Tinha gostado de Daniel.
-Bom, quem sabe nos encontramos por ai? – o garoto perguntou carismático.
-Quem sabe? Se o destino for bonzinho comigo... – Anne disse, arrancando uma risada gostosa de Daniel.
-Então, até mais! – o garoto disse se afastando.
Anne acenou com a mão e com um sorriso esboçado no rosto.
-Quem era seu amigo? – ouviu a voz de Filipe atrás de si.
-Quem o Daniel? Só um amigo. – “um grande amigo...” pensava.
-Vamos crianças? Nossa nova casa nos espera!- Katherine dizia animada.
É, vai ser uma mudança bem radical!” Anne pensou consigo mesma.

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