CAPITULO
CINCO
Um mês depois...
Anne Marie
saiu apressadamente de casa. Estava atrasada para o colégio. Era seu primeiro
dia no colégio de Brighton e seu ultimo ano em um colégio. Faltavam apenas
alguns dias.
O colégio
era próximo, então ela podia ir a pé.
-Ora ora,
olha quem encontramos aqui! – uma voz disse à Anne Marie.
Anne
virou-se para a casa ao lado e viu, em sua varanda, um menino.
-Daniel! –
ela disse abraçando o garoto.
-Anne! É,
parece que o destino foi bonzinho com você. – ele disse rindo.
O menino
estava de pijama, com uma caneca de café, encostado na porta.
Anne Marie
apenas sorriu tímida.
-Desculpa
Daniel, mas eu tenho que ir mesmo. Eu queria ficar, mas estou muito atrasada!-
Anne disse com medo da reação do menino.
-Ah claro!
Vemo-nos por ai. – ele disse vendo Anne sorrir como resposta e correr em
direção leste.
Anne
chegou, finalmente, ao tal colégio.
Sabia onde
era sua sala, seguindo para a mesma.
-Senhorita
Willians? – um senhor com um óculos na ponta do nariz disse ao ver Anne entrar
na sala.
-Isso
mesmo. Anne Marie Willians. Prazer. E você é o...
-Professor
Adams. Sou professor de matemática. Pelo visto você é nova aqui em Brighton. –
a menina assentiu. – Se assente, não tolero atrasos, mas como é seu primeiro
dia, concederei. Pode fazer dupla com a senhorita Evans.
Anne olhou
para a turma com um sorriso tímido, vendo uma menina morena acenar para ela.
Seguiu até
essa menina.
-Olá. Sou
Emily Evans.
-Anne
Marie Willians. – Anne disse assentando-se ao lado de Emily.
-Então
turma, como vocês aprenderam já, a noção de cálculos diferenciais pode
ocorrer... – senhor Adams dizia.
Anne não
tinha com oque se preocupar, já aprendera essa matéria em Oxford.
Ah, que
saudade de Oxford Anne Marie tinha. E nem se passara um mês direito...!
-Anne!
Anne! – Emily gritou.
Anne se
virou para trás e viu Emily.
-Hei! –
Anne disse. Ela estava realmente entrando no espírito de “felicidade”.
-Ei!
Então, quer ir lá pra casa fazer o trabalho de matemática?
-Porque
você não vai lá pra casa? – Anne perguntou.
-Claro! –
Emily disse.
-Você vem
agora ou depois? – Anne perguntou.
-Agora? –
Anne apenas concordou.
As duas
seguiram para a casa de Anne Marie, conversando sobre tudo. Desde o nome do
primeiro animal de estimação até roupas preferidas.
Chegaram à
casa de Anne e foram fazer o tal trabalho.
Tempo
depois Anne Marie escutou a campainha tocar.
Nem sua
mãe nem Filipe estavam em casa. Chegavam apenas à noite.
-Já volto.
– Anne disse. Indo em direção à porta, a abrindo.
-Er... Oi!
– viu Daniel, na porta.
“Ele
está mais lindo que sempre!” Anne pensou.
-Oi! Er...
Quer entrar? – Anne disse dando espaço para que Daniel entrasse.
O mesmo
entrou na casa.
-Eu queria
saber se você podia me ensinar a fazer algo. – ele dizia tímido. – Eu estou
totalmente sem nada pra comer e, as únicas coisas que tem lá em casa é farinha,
leite e chocolate. E, eu só recebo dia 20 agora...
-Ah claro,
é que tem uma ami.... –Anne ia dizendo mais foi interrompida por Emily.
-Er...
Então Anne, minha mãe me enviou uma mensagem falando que minha avó de Boston
chegou. To indo, beijo – Emily disse dando um beijo na bochecha da amiga. –Oi!
– disse para Daniel.
-Oi. – o
garoto disse.
Anne Marie
e Daniel viram Emily dobrar a esquina e voltaram a se encara.
-É agora
eu posso ajudar você. – Anne disse e os dois seguiram para a casa ao lado.
-É, Anne?
Não percebe a bagunça não, é que eu sou... Hum... Um garoto... ? !
-Calmo Daniel, não pode estar tão ruim assim!
– Anne disse entrando na casa. – Retiro oque eu disse.
A casa de Daniel era totalmente diferente do
que Anne pensava. Videogame, TV de plasma, roupa pra todo lado, Anne até viu
uma boxer, que Daniel viu que a amiga viu aquilo e corou violentamente.
Um Golden Retriever entrou no ambiente
balançando o rabo.
-Ai que fofo! Você tem um Golden?
-Aham.
-Como se chama? – Anne perguntou acariciando
o animal.
-Spike. – Daniel disse indo até os dois.
Anne Marie saiu do transe que estava com o
Golden e andou até a cozinha, que estava totalmente bagunçada.
-É que eu tentei fazer um bolo... Não deu
muito certo, por isso fui pedir sua ajuda. – ele disse coçando a nuca.
-Entendo...
-Então, por onde começamos? – Daniel
perguntou.
-Pelo supermercado – Anne Marie disse
decidida.
-Vamos? – Daniel disse e os dois seguiram para
o supermercado mais próximo dali.
Anne descobriu muito sobre Daniel. Os pais
eram separados. Tinha uma irmã mais nova, Samantha. O avô paterno participou da
ultima guerra mundial, em 1945, e muitas outras coisas.
CAPITULO SEIS
Depois de muita diversão no supermercado, e
claro, compras, os dois voltaram para a casa de Daniel, com milhares de sacolas
nas mãos, rindo muito.
Conseguiram fazer um bolo decente.
-Agora a única coisa que falta é arrumar essa
bagunça. – Anne Marie disse.
-Não Anne! – Daniel dizia fazendo manha. – É
muita coisa, vai por mim.
-Não é só a cozinha que eu falo. Eu falo a
casa TODA!
-Piorou! – Daniel disse fingindo chorar. – Já
são quase sete da noite. Vamos descansar! Please!
-Não, não e não! Você pode descansar, mas eu
vou arrumar essa bagunça toda que o senhor ai – ela dizia apontando para
Daniel. – conseguiu fazer em menos de uma semana!
Daniel riu e abraçou a amiga.
Anne Marie estava terminando de guardar as
roupas de Daniel, quando sentiu dois braços quentes e fortes envolverem sua
leve cintura.
-Sabia que você é extremamente linda? –
Daniel disse virando-a para si.
Anne Marie não sabia oque fazer. Não em uma
situação como aquela.
Anne Marie ia se pronunciar, mas sentiu os
lábios macios de Daniel sobre os seus.
Anne envolveu seus braços pela nuca de
Daniel, intensificando o beijo.
Depois de alguns minutos, talvez vários
minutos, Anne partiu o beijo.
-Eu tenho que ir. – Anne apenas disse isso e
saiu da casa de Daniel indo para a sua.
-Anne espere! Eu não fiz de propósito! – Daniel
disse indo atrás da menina, mas apenas oque recebeu foi uma porta batida na
própria cara.
Anne Marie chegou a casa chorando. Não sabia
bem o porquê disso. Desde que conhecera Daniel, teve uma leve quedinha por ele,
e agora, que ele a beijara ela recusava?
CAPITULO SETE.
-Porque ele me beijou Jenny? Será
que aquelas meninas que entram e saem todo dia da casa dele não serve não?
Tinha que ser eu? E eu também sou uma idiota! Porque eu fui lá? – Anne dizia
desesperadamente no telefone.
-Calma Anne! Foi só um beijo! – Jennifer dizia calma.
-Desculpa amiga, mas tem outra ligação.
Depois te ligo, beijo.
-Beijo. – Jennifer disse, desligando.
-Alô? – Anne Marie disse.
-Senhorita Willians? – uma voz feminina disse.
-Sim, quem deseja? – Anne perguntou confusa.
-Aqui é do hospital St. Mary’s.
Ligamos para avisar que seu pai, John Willians, infelizmente não aguentou todos
os medicamentos e faleceu. Meus pêsames.
-Oque? Deve ser um engano! Ele
estava bem até mês passado! –Anne disse desesperada.
Lágrimas iam formando no rosto da mesma.
-Anne
Marie Willians, seu pai é John Willians Albuquerque, certo? – a mulher
perguntou.
-Isso...
-Então não houve engano nenhum.
-Mas...
-Eu
sinto muito senhorita Willians, mas tivemos que avisa-la. A senhorita vai poder
comparecer no hospital?
-Claro. –Anne disse chorando.
-Ok.
Obrigada. Passar bem. – a mulher disse e desligou.
Passaram-se alguns minutos desde que o
hospital ligara avisando que o senhor Willians morreu. Mas Anne continuava
chorando intensamente.
-Querida? Filha, cheguei! – Katherine disse
subindo as escadas.
Katherine costumava chegar do emprego junto
ao filho, Filipe, que vinha da faculdade.
-Anne Marie oque aconteceu? – Katherine
perguntou preocupada.
Anne Marie apenas chorava.
Katherine se aproximou da filha, onde viu o
telefone no chão com 17 minutos e 49 segundos de conversa. Pegou o mesmo, vendo
que não tinha ninguém na linha, desligou.
-Anne, se acalma! Oque houve? – Katherine
acariciava os cabelos ruivos da filha.
Filipe apareceu na porta do quarto, apenas
observando.
-O papai... O papai... – Anne dizia entre
soluços pesados.
-Oque tem seu pai? –Filipe perguntou.
-Ele... Ele... – Anne não aguentou. Desabou
em choro.
-Calma! Calma! – Katherine dizia. Sabia que o
marido tinha falecido. O hospital ligara mais cedo a ela. Mas Katherine não se
importava muito. Tinha chorado muito por John sem necessidade. O amor tinha
acabado entre os dois.
-Nós já sabemos. – Katherine disse.
-Sabemos oque? Eu não sei de nada! – Filipe
disse.
Katherine apenas o olhou e, Filipe entendeu o
olhar da mãe.
CAPITULO OITO
Dias depois...
“Eu precisava fugir. Precisava
fugir daquela prisão que me prendia em meus piores pesadelos: a morte de alguém
amado e o inicio de uma paixão.” Anne Marie escrevia em seu diário. Já fazia dias em que ela não
escrevia no mesmo.
Continua...
N\a: Entãao gentee, é o seguinte, eu só escrevi ate ai ainda. É, eu sei, to muito preguiçosa, maaas, a escola nao ta deixando né?! entao, quando eu escrever o próximo capitulo eu posto ok?! :))
beijinhos

Nenhum comentário:
Postar um comentário